quarta-feira, 6 de maio de 2009

Capítulo II - O lado do aluno nas comunidades de aprendizagem on-line

O texto a seguir é uma compilação das anotações e reflexões do grupo: O aluno Virtual.

"Para Lévy (1998c), a comunidade virtual está associada às afinidades/sentimentos que permeiam a sua organização. Ao tratar desse tema, o autor aborda, principalmente, características que podem ser observadas nessas comunidades: o que une seus membros e as relações sociais que se estabelecem entre eles, ou seja, problemas, conflitos, paixões e
amizades. Segundo esse autor:

"Uma comunidade virtual pode, por exemplo, organizar-se sobre uma base de afinidade por intermédio de sistemas de comunicação telemáticos. Seus membros estão reunidos pelos mesmos núcleos de interesse, pelos mesmos problemas: a geografia, contingente, não é mais nem um ponto de partida, nem uma coerção. Apesar de “não-presente”, essa comunidade
está repleta de paixões e de projetos, de conflitos e de amizades. Ela vive em lugar de referência estável: em toda parte onde se encontrem seus membros móveis...ou em parte alguma. A virtualização reinventa uma cultura nômade, não por uma volta ao paleolítico nem às antigas
civilizações de pástores, mas fazendo surgir um meio de interações sociais onde as relações se reconfiguram com um mínimo de inércia". (p. 20-21)

Com relação à comunidade virtual de aprendizagem, Palloff & Pratt (1999) apresentam alguns indicadores que marcam sua existência. São eles: 26
* Interação ativa envolvendo tanto o conteúdo do curso quanto as comunicações pessoais;
* Aprendizagem colaborativa evidenciada por comentários feitos principalmente entre os estudantes mais do que entre os estudantes e o instrutor;
* Evidência de significado construído socialmente por acordos e questionamentos com o intuito de chegar a acordos sobre problemas de significado;
* Troca de fontes de informação entre os estudantes;
* Expressões de apoio e encorajamento trocadas entre os estudantes, assim como disposição de avaliar criticamente o trabalho de outros.

No Livro: Modelos pedagógicos em educação a distância, de Patricia Alejandra Behar, ele afirma:

"Evidentemente que não é só devido à introdução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na Educação a Distância (EAD) que está ocorrendo uma crise paradigmática na Educação, mas com ela fica mais evidente e clara a necessidade de realizar mudanças significativas nas práticas educacionais e, consequentemente, no modelo pedagógico. Portanto, pode-se dizer que
um novo espaço pedagógico está em fase de gestação, cujas características são: o desenvolvimento das competências e das habilidades, o respeito ao ritmo individual, a formação de comunidades de aprendizagem e as redes de convivência, entre outras. É preciso enfocar a capacitação, a aprendizagem, a educação aberta e a distância e a gestão do conhecimento. Assim, estudos sobre construção do conhecimento, autonomia, autoria e interação contribuem para a construção de um espaço heterárquico, sendo que esse é pautado pela cooperação, pelo respeito mútuo, pela solidariedade, por atividades centradas no aprendiz e na identificação e na solução de problemas.
Nesse processo, configuram-se os alicerces deste novo modelo que está emergindo" (p. 16).

Fonte:
VERA-CANTEIRO PARA GERMINAÇÃO DE COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM ON-LINE.pdf
Behar & Cols. Modelos pedagógicos em educação a distância. Artmed: Rio Grande do Sul, 2008.

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